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A apresentação de Beyoncé no Super Bowl 50 possui um grande caráter político-social. Entenda:

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No último domingo, 07 de fevereiro, Beyoncé se apresentou no intervalo do Super Bowl 50. O que era para ser uma participação junto com Bruno Mars no show de Coldplay, acabou se tornando o ponto alto da apresentação.

Embora Beyoncé tenha cantado e dançado excepcionalmente, a performance da diva foi muito mais que apenas um bom show.

Beyoncé utilizou a primeira performance ao vivo de Formation para fazer uma poderosa homenagem à história negra, ao ativismo e à atual desigualdade racial.



A homenagem foi vista por mais de 160 milhões de pessoas ao redor do mundo.



Durante a performance, Beyoncé e suas dançarinas usaram roupas que faziam referências aos ‘Panteras Negras’ (grupo que lutava pelos direitos dos negros nos anos 60/70).

A escolha do figurino durante a apresentação não foi por acidente.

O grupo foi fundado em 1966, em Oackland, CA (a menos de 50 milhas do Levi’s Stadium, onde ocorreu o Super Bowl). Ou seja, 2016 marca o aniversário de 50 anos dos ‘Panteras Negras’.

A jaqueta militar preta de Beyoncé, também era um tributo ao Rei do pop, Michael Jackson, que se apresentou no Super Bowl de 1993.

Tina Knowles, mãe de Beyoncé, também postou uma foto das dançarinas de Beyoncé fazendo a saudação do movimento negro (o punho fechado levantado).

"You might be the next Black Bill Gates in the Makin"

Uma foto publicada por Tina Knowles (@mstinalawson) em

A formação de um ‘X’ das dançarinas foi uma clara alusão ao ‘X’ de Malcom X, um dos mais importantes líderes do movimento negro nos EUA.

Após cantar ‘Formation’, Beyoncé se uniu ao Bruno Mars, que também fazia um tributo ao movimento, no palco principal e mostrou que eles estavam unidos e em destaque no show que não era nem deles.

O single ‘Formation’ foi lançado um dia antes de sua apresentação no Super Bowl. O clipe e a letra estão recheadas de referências sobre a atual desigualdade racial e a resistência dos negros ao longo de todos esses anos. Muitas pessoas já estão nomeando a música como o hino do movimento ‘Black Lives Matter’ (atual movimento racial que possui apoio de diversos artistas globais).

O vídeo e sua poderosa mensagem tornou-se viral na internet imediatamente calando todos que criticavam Beyoncé por não ser uma ativista em políticas sociais. Ele faz uma saudação ao feminismo negro e à árvore genealógica da cantora.

“Eu gosto do cabelo do meu bebê com cabelo de bebê e com cabelo afro.” – diz um verso da música.


Durante o clipe de Formation, Beyoncé afunda com um carro da polícia de Nova Orleans, um menino negro confronta policiais brancos com uma dança de rua e a frase grafitada ‘Pare de atirar em nós’ é destacada.

Após a apresentação no Super Bowl 50, uma das dançarinas de Beyoncé postou uma foto pedindo justiça ao Mario Woods, um negro baleado pela polícia de São Francisco, em dezembro.

Em entrevista para o canal ‘EXTRA’, a cantora revelou que gostaria que seu público sentisse orgulho da performance.

Podemos dizer que estamos muito orgulhosos da Rainha…

Assista ao clipe de ‘Formation’:

Para assistir a apresentação de Coldplay, Beyoncé e Bruno Mars no Super Bowl 50, clique aqui.

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